Hashtags e automações do Instagram – Entre Kirkman e Asimov

Hashtags e automações do Instagram – Entre Kirkman e Asimov

Em um dia não exatamente marcado na história, o mercado começou a se render aos empreendedores de palco e aos “gurus”, foi mais ou menos nessa mesma época que as pessoas perderam onde deve ser o número final dentro do seu planejamento de marketing. Esse número tem que ser sempre o resultado do lucro e não a quantidade de likes.

O Instagram chegou revolucionando o mercado, “o Facebook dos jovens”, a marca que inovou, “aqui é mais clean”, e não demorou muito para as marcas notarem seu valor e começarem a traças suas estratégias. O Instagram que aliás, não é mais acessado que o Facebook, apesar de ter um crescimento acelerado de usuários ativos no mês, mostrou força nas hashtags e, com isso, as estratégias para o planejamento do marketing digital das marcas no Instagram passaram a dar atenção ao sistema de hiperlinks.

Com a disseminação do uso das hashtags no Instagram, começaram a surgir sistemas de automações, curtidas automáticas em cima dos usuários ativos de determinado tópico. Essas mesmas automações se adaptaram e hoje permitem a interação através de mensagens e comentários com perfis que seguem determinado usuário ou que visitaram determinado local, enfim, criaram possibilidades infinitas e, com isso, verdadeiros robôs para automatizar o seu Instagram.

O Facebook, que tem o algoritmo agindo para nivelar o alcance das publicações de suas Fanpages em uma taxa que varia entre 1% e 2% dos usuários totais, anunciou que, até o final do próximo mês, esse mesmo algoritmo vai nivelar o alcance do Instagram em 10% dos seguidores. E se você pensa que as hashtags vão ser a salvação da sua marca, você está redondamente enganado.

O aumento de número nas suas redes sociais não deve, salvo raras exceções, ser o objetivo final e chave da sua campanha. O foco no lucro, no retorno obtido e no fortalecimento conciso da marca deve sempre pautar o seu planejamento. Então, como ficamos entre uma chuva de hashtags e um número absurdo de automações em cima delas? É só usar a hashtag e começam a pipocar os corações na imagem, é só seguir um perfil que começam a chegar as mensagens automáticas, os comentários nas suas fotos, e desses “leads e prospects” o que você extrai? Quem consome um produto em uma interação de dois robôs? Quando sua marca recebe uma mensagem automática e seu Instagram está programado automaticamente para curtir aquela mensagem, o que de bom foi extraído dessa relação?

Criamos perfis inteiros gigantescos, cheios de zumbis, “@s” sem formas e qualquer interação real que não seja gerar mais e mais números, e mantemos os robôs alimentando esses perfis. Esquecemos mais uma vez que não existe uma ciência nova chamada Marketing Digital, que marketing digital nada mais é do que marketing na internet? Esquecemos mais uma vez de Kotler?

Ficamos, então, presos entre perfis cheios de zumbis que recebem interações automáticas dos robôs e nos prendemos nesse embate de ficção científica? Não é tarde demais para mudar seu planejamento, foque em estratégias mais pessoais, interações reais com a sua marca, deixe os robôs para os FAQ’s, para hashtags que, de fato, são utilizadas pelo seu cliente, deixe as hashtags no mínimo, esquive dos outros robôs, utilize o que de fato vai te trazer um retorno no final, chegou a hora de aplicar mais marketing e menos digital, já passou da hora de você correr dos zumbis.

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